domingo, 25 de junho de 2006

Modernices. Ser moderno é desprezar conservadorismos; as regras são abolidas para dar lugar à excepcional excepção. O passado não deixa saudade porque não se pensa (no presente); corre-se (para o futuro). Há uma procura pela impressão e por impressionar impressionantemente. Pleonasmos são in, excepto os clássicos que são out. Ida a passividade activa, prima a actividade passiva.

No mundo moderno não morremos. No mundo moderno não há funerais. No mundo moderno há upgrades. No nosso mundo há substituições. Hoje há falta de memória. A moda surge hoje onde aqueles que eram mortais tinham valores morais. Ética perde para Estética. De que vale a moral perante a moda afinal?

O primeiro homem foi imortal até ao dia da sua morte; então morreu, e essa morte fez de todos nós mortais. Não seríamos mortais se ninguém tivesse morrido antes! No mundo que antecedeu o mundo moderno morria-se. No mundo que antecedeu o moderno havia funerais. No mundo que antecedeu o moderno éramos insubstituíveis. Esse era um mundo cinzento e fora de moda: completamente out!

Perca-se a memória para se atingir a imortalidade. Todas as regras subsistem até aparecer qualquer excepcional excepção. Nós somos excepcionalmente excepcionais; somos a excepção.

1 comentário:

Anónimo disse...

só p dizer...q estive por aqui! continua, mantém o jeito! abraço gd! R