sábado, 3 de junho de 2006

Uma questão de equilíbrio. Na vida o que realmente parece importar é o resultado do confronto de forças contrárias. A própria vida surge associada ao seu contrário: a morte. E na vida o equilíbrio é ditado pela balança que procura a equidade das forças contrárias que nos seus pratos se identificam e se confundem numa justa medida.

Sob a balança vivemos como num quadro de Monet, saltando de nenúfar em nenúfar, procurando o tal equilíbrio que não perturbe a ordem natural das coisas. Impressionista ou até mesmo impressionante: só notamos o vento se este estiver contra nós; se soprar a nosso favor, talvez digamos que não existe. E, da mesma forma, enquanto saltamos de nenúfar em nenúfar, notamos mais facilmente tudo aquilo que nos dificulta a tarefa.

Invariavelmente acabaremos entre os nenúfares, caídos num lago que deverá ter assumido proporções oceânicas, como o casco de um velho navio abandonado. As cores do quadro de Monet diluíram-se entretanto; esbatidos e abatidos, apodrecemos à deriva.

A ordem natural das coisas, sob o signo do equilíbrio, implica que sejamos substituídos por existências de valor: verdadeiras, belas e boas. Durante a vida perdemos valor? Verdade? Beleza? Bondade? É uma questão de equilíbrio.

1 comentário:

Roi disse...

ermh...mi sa che non ho capito proprio tutto...però piuttosto profondo! strano scoprire il nuno filosofo..;)
al prossimo post.
baci.