quinta-feira, 20 de julho de 2006

Há pão? – ouve-se perguntar durante um passeio na Baker Street, sem se ouvir qualquer resposta. Em frente ao 221b da mesma rua evita-se um “elementar, meu caro Watson” porque, isso sim, seria fictício. Alguém, algum dia, leu tal coisa nos livros? Por que raio tal frase se colou à criação de Sir Arthur Conan Doyle?

Watson: Dr. John Hamish Watson, companheiro de aventuras de Sherlock Holmes. Sem alguma vez ouvir tal “elementar...”, ouviu certamente o som do violino do famoso detective que na cocaína encontrava a inspiração; inspirava-se, inspirava-se...e inspirava-se!

Elementar; simples; mas sempre subjectivo. Aquém ou além, sempre defeituoso ou excessivo. O carácter subjectivo da subjectividade inerente à condição de sujeito, sujeita à sujeição. O melhor mesmo é pedir um refresco de limão. Há pão?

Comido o [pão] que o diabo amassou, olha-se em frente para se ver o horizonte fugir. Ténue linha que não se cansa, não se quebra, não se torce; dividindo o aquém do além assegura a condição defeituosa do sujeito excessivo.

Sem comentários: