domingo, 30 de julho de 2006

É irrelevante o relevo da sociedade neste mundo global. Pressupõe-se que a origem dos indivíduos seja a mesma mas eu sou filho único, e de onde vim não veio mais ninguém; sou um indivíduo individual, entenda-se.

Animal? Sim. Social? Nem por isso. Sociável? Saciável! Porque “sociável” é status; e “saciável” é predisposição para a realização individual. Uma vez saciado surge a satisfação; pelo que se conseguiu no passado e por tudo o que conseguirá no futuro. A satisfação pessoal depende, portanto, do sucesso da predisposição natural do animal pouco social e saciável.

Sem classe nem ordem, com classe para não obedecer à desordem, faço e não sigo para que sigam e façam aquilo que acredito que deva ser seguido e feito. Anarquista avesso à sociedade? Nada disso! A liberdade individual não é limitada tão facilmente; a individualidade individual é adepta de regras que protejam o seu espaço e a sua liberdade. Mas a sociedade tal qual a conhecemos está do avesso, pronta para ser lavada, centrifugada e pendurada numa corda.

A sociedade de classes, outrora dividida em alta, média e baixa, é hoje dividida em “aqueles que limpam o cu com folha dupla”, “aqueles que limpam o cu com folha simples” e “aqueles que limpam o cu aos dedos”.

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