quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Senha ou ticket, para aguardar a nossa vez. Somos um número. Somos o número impresso no papel, acompanhado pela memória da hora de chegada e pela profecia do “tempo de espera previsto”. O LCD ou o plasma pendurado na parede ditará o tempo que ficaremos pendurados até que um funcionário público nos atenda. Questões de tempo são sempre complexas...

"Aguarde s.f.f."?! Haverá outra alternativa? O funcionário esquece (se alguma vez soube) ou ignora (se realmente sabe) as suas funções e maltrata quem, indirectamente, lhe paga. Não se esperem sorrisos e esqueça-se a alegria no trabalho: fossem cinzentos e seriam confundidos com elefantes. Sempre de trombas!

A Segurança Social segura a sociedade durante várias horas. O problema de retenção resolver-se-ia com um laxante social que permitisse evacuar toda a merda mais depressa. Dêem uma cenoura ao bur(r)ocrático.

Agosto é mês de férias para muitos. Um pouco por toda a parte vai-se vendo e ouvindo o slogan “vá para fora cá dentro”. Reformule-se: “vá para fora lá dentro”; que tal passar as férias num qualquer edifício estatal, enterrado em impressos (muitos dos quais desnecessários) esperando em filas intermináveis para resolver problemas que nunca existiram? “Está previsto que você espere 4 horas e 21 minutos” – não é tempo, é destino.

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