terça-feira, 31 de outubro de 2006

A distância é curta e as barreiras inexistentes ou há muito ultrapassadas. Eles são como nós e nós somos como eles. A dita Generation X de escritores é irresponsável e, por isso, responsável pelo encurtar da tal distância e pelo fim de tais barreiras.

O escocês (orgulhoso de o ser) Irvine Welsh é um destes escritores; autor de “Trainspotting” e de diversas outras obras de ficção, menos conhecidas mas nem por isso menos interessantes, que teimam em descrever a nossa como uma sociedade decadente.

É curta também a distância entre a ficção e a realidade, e é pouco definida a barreira entre a realidade e a sátira. Onde começa e acaba a ironia? No fundo, os livros de Irvine Welsh são espelhos que nos reflectem também a nós, de uma forma mais ou menos distorcida; e, interessante é a ideia de não-evolução, aparentemente inerente às personagens, ou seja, ao nosso reflexo mais ou menos distorcido nas ficções. Não existe uma verdadeira evolução. A mudança não é novidade em absoluto mas mais do mesmo com aspecto diferente: lavou, ‘tá novo!

As personagens não estão limitadas a uma ficção e, como a nossa sociedade parece impor, são recicláveis, aparecendo em diversas obras do autor escocês. O mundo vai mudando, sem evoluir, as histórias vão-se cruzando e a ficção vai deixando de o ser.

1 comentário:

Anónimo disse...

Nao quero plantar uma arvore,nao quero escrever um livro,quis ter um filho TU.





beijo
mãe