terça-feira, 28 de novembro de 2006

Acordar de manhã é bom porque antes se esteve a dormir; apenas por isso. E vão-se esgotando os recursos naturais de um mundo que não pode parar. Combustíveis para aumentar a pressão e a impressão da cafeína para aumentar a tensão. Não há fuga, não há válvula nem escape. Toca o despertador.

Por via oral, ainda que por intravenosa talvez fosse melhor, é servida a doce ilusão de poder e de ser capaz de aguentar...é a via, é a vida. É só mais um; mais outro que não o primeiro e seguramente não será o último. Por via das dúvidas.

O trânsito já nem importa enquanto transito pela via da rotina obedecendo a todos os sinais de sentido obrigatório; contorno respeitosamente todas as rotundas que me levam ao ponto de partida que teimosamente se faz passar por ponto de chegada ainda que nunca seja o ponto final. Passageiro é o condutor em trânsito e o tempo à chegada.

Conto-as aos pares para parecerem metade; muitas mais seriam o dobro do que algum dia eu iria ser capaz de suportar. Impaciente, porque parecem nunca mais acabar e quando acabam pouco falta para recomeçarem, transito até novo ponto de partida onde me espera o trânsito de mais um regresso ao mesmo.

1 comentário:

nazaré disse...

Proponho-te entao um desafio (do genero daquele em que se ganha livros da "morango" ioshimoto):
escreve um post sobre as coisas boas que tens na vida.

E entretanto nao te esqueças que felizes realmente nao sao aqueles a quem uma milésima oportunidade torna uma segunda vez na vida, mas sim aqueles que, quando a têm, a valorizam.

*Nés