segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Deserto. Não se vê vivalma num espaço aparentemente infinito e o tempo cristaliza-se. Certamente seremos devorados pelas incertezas; de certeza! O céu azul não o é para todos, e quando estamos sozinhos não nos importamos com as cores que outros vêem.

Ignorando o destino, não sabemos quanto caminho nos falta percorrer. Muito ou pouco não é relativo, é absurdo. E ermo não é sinónimo de inóspito; mas por alguma razão ninguém mora aqui. Porquê?

Antes só do que mal acompanhado; mas a sombra teima em acompanhar. Miragem ou utopia? Se fecharmos os olhos ela persiste? E a sombra, continua lá?

Paranóia e insolação, estado mórbido e mania da perseguição. Vaguear devagar, sem mudar de ar, estiagem desidratando a pele suavemente, áspera, à espera da harmonia que suaviza as formas.