sábado, 11 de novembro de 2006

Difícil por culpa do temperamento ou do excesso de personalidade. Feitio, que mais não é do que um efeito cuja causa provém daqueles que me acusam de o ter mau. Fosse a vida um jogo, e o principal objectivo de viver amealhar pontos nos confrontos pessoais, e eu perderia por muitos.

Distracção, verdadeira ou conveniente, usada como sal para dar sabor à vida ou, pelo menos, para disfarçar sabores desagradáveis que se escondem sob a forma de dissabores. Fazer-se de conta e no fim nem pedir a conta; prosseguir sem digerir porque nunca nada aconteceu, percebido? Despercebido...

Uns assumem, outros presumem; uns admitem, outros nem por isso. Convém a coincidência, ainda que fruto de artes e de ofícios, porque pode muito bem tratar-se mais outra. Antes da próxima, mais próxima do que se pode imaginar.

Ignorância servida como vingança; à superfície, calor de microondas contrastando como as casas de um tabuleiro de xadrez onde rei é posto em xeque por ir nu. Mas não terá tempo de o matar a pneumonia porque antes matará uma rara doença sanguínea que lhe afecta os glóbulos azuis. E ele nem imagina... Sangue, ainda que azul, real, e que realmente lhe corre nas veias, não é imune a anemias e outras doenças. Xeque-mate.

1 comentário:

nés disse...

Porque às vezes fazer de conta é melhor do que pedir a conta... mas para teu bem.