sábado, 17 de fevereiro de 2007

Nem padre, nem parede; nem quem confessa declarar o que professa. Crime ou pecado? Criminoso ou pobre diabo? Caído num inferno exíguo e apertado pela ambiguidade. Paradoxo ou aparência? Vago…

Vago é o lugar vago numa viagem interminável que se faz de pé. Insinua e goza, permanecendo vago, o lugar. Aparentemente inerte, prenhe de ócio, ao ponto de roubar as vírgulas e impelir a raiva que depois de nos invadir nos faz explodir se não conseguir sair. São, entretanto, devolvidas, as, vírgulas;

Use-se o que se tem à disposição ainda que não haja necessidade. Justifiquem-se assim as existências para que estas permaneçam. Evite-se a náusea mas procure-se o existencialismo. Se for útil, usando as vírgulas, abrace-se, se possível, o utilitarismo. Mas evite-se a sensação de “praticante” optando, em alternativa, pela de “frequentador ocasional”.

Dedicação incondicional pode originar fanatismos, e de “-ismos” já não precisamos. Afinal, temos o aval da alma para o abalo da mesma. Quem precisa seja do que for? A necessidade morreu e na contingência tudo é demasiado vago; nem a padres, nem a paredes confesso.

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