terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

A Terça é gorda; o amanhã é de cinzas. E dissimula-se hoje, com mais ou menos essência, a aparência de amanhã.

Nesta Terça não mora o rosário. Perdem-se as contas. Contam-se as perdas; brilhantes e lantejoulas, plumas e penas; num baile sem máscaras que não pretende esconder o que ninguém deixa de querer ver. E nos olhos sem máscara dançam os costumes.

É hábito o costume, sem fato, de facto. Penas pequenas suaves ao tacto de cor de véspera da Quarta de cinzas.

Contem-se as contas da Quaresma, quarenta até à Páscoa.

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