terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Vogando, vagueando, devagar, vagamente, trocando, às vezes, os vês pelos bês como se vê e não se bê; talvez na moda, mas sem remos e à deriva, esperando a vaga para devagar naufragar.

Terra à vista! Sacudir a areia dos olhos para acudir náufragos que antes de mim naufragaram. Ver que a ilha não é deserta e não faltaria companhia mesmo não sendo continental; é terra firme sob o firme firmamento que se afirma mais deserto do que esta ilha que não o é.

Preenchem-se os vazios sem pausas para o café, olhando o firmamento e filtrando a luz de estrelas solitárias que, essas sim, nos acompanham firmemente. É mítica a convivência eremítica que nasce da sorte sem olhar a fortuna e ignorando o acaso.

Por acaso, puro acaso, é caso de se pensar no caso. Que casual casualidade causa este caso? Dá-se o caso de ter como causa uma fortuita felicidade, imprevista mas bem vista, que rompe a monotonia da melodia como o virtuosismo de um solista.

1 comentário:

Anónimo disse...

que cidade linda....
não tens saudades.......