segunda-feira, 12 de março de 2007

Formas e conteúdo paladinos da definição, indefinida e independentemente da natureza da representação. Será forma de expressão o conteúdo da representação? Existe realmente ou é produto da imaginação? Transcendem-me as transcendências. É ou não.

Justificam-se com ideias, teorias incapazes de aplicação, representações fantásticas que se alheiam da realidade e, ainda assim, existem realmente. Dizem-se portas para o mundo que não o é, de sonhos e sensações que não o são. Alguém encontrou no quarto escuro o gato preto que não estava lá? Eu ainda não encontrei o quarto.

Separa-se a qualidade do objecto a que pertence; separa-se a ideia da sua representação; junta-se sal, duas colheres de pseudo e intelectualiza-se q.b.! Insensíveis aqueles que não percebem?! Dir-se-ia que a insensibilidade vai de mão dada com a falta de senso que, sendo bom se e só se for igual ao meu, deseja abraçar a sensibilidade daqueles que, menos obtusos e sem horizontes largos, não vêem o que todos vêem mas sonham sonhos que os demais não percebem.

Informam que enformam matérias brutas sem conteúdo em artefactos de sensibilidade superior e de senso unicamente bom. Impossível não terem Razão.

1 comentário:

ana disse...

Na natureza nada se perde tudo se transforma...é o que me passa pela cabeça quando leio este texto. Pegar num objecto e dar-lhe outro fim, para o qual não foi destinado...uma tentativa de criar. Provavelmente, o máximo que podem criar. Não é propriamente pegar numa olha de papel inerte, dar-lhe forma, e fazê-la voar...mas na certeza porém, de que provavelmente não voaria num monte bafiento e amarelecido...salpicam-se cores...arrastam-se os tons aos sabor da imaginação...prende-se por fios de diferentes tamanhos, transformando a folha numa marioneta, presa no tecto, para que podendo, se não mova, impedida de desafiar leis da física. No fundo, podendo, não se mexe. Mais abstracto que a forma, é o destino que a espera, como se fosse o palco, onde em vez de aplausos, surgem ideias de forma mais ou menos metamorfoseada .Tudo acrescentam no hipotético pensamento de cada um. Interpretações...As palavras que as definem, de forma mais ou menos salientes, falam pelo lado do espectador. Só o criador desvenda o mistério. Assim sendo, mais abstracto e surreal que o objecto, são os pensamentos que leigamente lhe são dirigidos. Talvez seja essa a Razão.