quarta-feira, 14 de março de 2007

O Sol põe-se e cai a noite sobre a grande planície. Raras vezes neste céu se consegue ver qualquer estrela. A culpa é do smog, dizem. Mas sei que estão lá, mesmo sem as ver, as estrelas. Fazem companhia à Lua, independentemente da fase.

Pode estar num quarto, cheia de novas. Porque a Lua tem fases e às vezes eclipsa-se. Pouco importa que se importem quando se eclipsa. Antes esteve e depois estará. Crescente e minguante, saltando de quarto em quarto...são fases.

Vai reflectindo a luz do Sol no lado escuro da Terra enquanto este brilha no outro lado. Invejosas as estrelas mais distantes, que firmemente a acompanham no firmamento nocturno, da luz que ela reflecte não ser a delas.

Influenciando marés, cairá ou não para a Terra? Manter-se-á em órbita e em constante reflexão. Encantos sem cantos, os quartos são dois, outras tantas as outras fases, que se repetem eternamente indiferentes à indiferença.

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