sexta-feira, 4 de maio de 2007

Morrer a morte certa talvez seja certo e indubitável até. Esse fim, constante e permanente, incondicional da nossa condição, oferece-nos o direito e o dever de expirar validamente completando o ciclo.

Ceifada foi-se a vida pela foice, interrompida extinguiu-se. Chega assim o fim de linha para todos os passageiros, que deixam vagos os seus lugares, sem que a idade lhes revele qual a doença da vida; velha como o tempo.

Cavado o fosso e revolvida a terra para cúmulo do túmulo onde descansará a ausência. Faz falta não fazer falta, não estar presente e ser apenas passado sem futuro.

Prece. Sem pressas perece-se, assim parece; e decompõe-se a matéria, consome-se a carne deixando os ossos ao ócio de um descanso eterno. Para sempre ou nunca mais.

2 comentários:

Anónimo disse...

A morte é uma meta que ninguém deseja alcançar, mas todos a alcançam, mesmo os incompetentes. Aqueles que eu amo, só morrerão no dia em que eu atingir a indesejada meta. Espero, também só morrer no dia em que as pessoas que me amam alcançarem a meta. Até lá, viverei em cada uma. Mãe

ana disse...

O mistério da morte...tão enigmático como o da vida... " Faz falta não fazer falta,não estar presente e ser apenas passado sem futuro"...surpreendes-me...

Impressionante o comentário assinado por MÃE...

Sem mais palavras, pois, há alturas em que é bom deixá-las de lado.