quarta-feira, 20 de junho de 2007

Bem me quer parecer que, logo pela manhã, a vegetação húmida protesta nos jardins contra a diminuição dos espaços verdes e o aumento da poluição. Espero que não cortem as estradas mas nunca se sabe o que irá acontecer quando os cravos sindicalistas acordam vermelhos de raiva.

Atentos à situação, os girassóis, sem se aperceberem, são arrancados da terra por um indivíduo impressionante que de orelhas tem apenas uma. Ainda assim as reivindicações continuam e os cravos procuram mobilizar todas as flores.

“Do canteiro para o mundo, pétalas caídas nunca mais!” – Palavras de ordem e gritos mudos que teimam em não fazer-se ouvir, vão enchendo de silêncio o ruído da metrópole. Ficam para trás apenas as que menos se importam e as mais pacatas.

Bem-me-quer ou Margarida, na companhia das irmãs, não lê jornais nem paga impostos, mas acorda feliz todas as manhãs.

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