segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Descendente de uma linhagem crente nos astros e no zodíaco, nasceu num daqueles anos que parecem nunca mais acabar. Pelas contas dos velhos astrólogos, seria já 34 de Dezembro e o novo ano não tinha ainda chegado. Era um ano velho e cansado, sentia-se no ar e demonstrava-o a lentidão com que se sucediam os dias.

Seriam talvez umas 25 horas e 61 minutos; o alinhamento dos astros definiu o seu signo – andorinha com ascendente em pterodáctilo – que indubitavelmente, diziam na altura os velhos astrólogos, auspiciava um futuro extremamente positivo e com grandes sucessos.

Mas aos 7 anos mais parecia uma besta e ainda comia com colher. Todas as tentativas e experiências com garfo e faca haviam sido inúteis revelando resultados verdadeiramente desastrosos.

A família culpava agora o ascendente deste seu descendente dizendo que só assim se explicava o estado primitivo do seu desenvolvimento e do fado ou do destino deixaram de falar, especialmente na hora de jantar.

1 comentário:

anaas disse...

Diz-se que os erros dos pais s�o os erros dos filhos...oh pesada heran�a que nem o maior l�tigio pode contornar... :):)

Ascendente, descendente...nasci � meia noite do dia dos mortos...bolas...que ascendente posso ter???? Mais, eu que sabia que Plut�o era um dos planetas que faziam parte da minha carta astrologica...foi " descartado".

Desorientada...e agora????

Penso que no meio disto tudo o que faz grande sentido � mesmo a m�sica de Hair, de Milos Forman...when the moon is on the seventh house, and Jupiter lines with Mars... ( acho que escrevi bem...lol )