quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Num futuro pouco distante, provavelmente antes mesmo do degelo dos pólos e da saída do Madaíl do comando da Federação Portuguesa de Futebol, o ser humano irá perder os dedos; talvez conserve as mãos, mas no lugar dos dedos terá pinças, lasers e outros instrumentos tecnológicos bem mais actuais e úteis do que polegar, indicador e companhia.

Especialização não é espécie de árvore mas é impossível não ver os seus frutos. E a crer verdade que a necessidade faz o engenho e que a sobrevivência depende da adaptação, falta apenas saber o que faz engenheiros e o que estes fazem.

Sem dedos, o ser humano será produzido em série e absorvido pela máquina social. A identidade de cada um vai morar apenas no nome de baptismo atribuído numa oficina e não numa igreja, usando óleo em vez de água.

O orgulho de cada um medir-se-á pelo feedback e reconhecimento dos demais que partilham sorte idêntica e quando, olhando para o lado, for verificado um menor número de prefixos no nome do outro acessório da máquina social.

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