sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Relativamente à relatividade absolutamente nada pode dizer-se que possa considerar-se absoluto. Qualquer juízo está sujeito à subjectividade que lhe confere o sujeito/juiz; este sujeito, sujeito como todos os demais sujeitos, a uma subjectividade intrínseca, nada tem para dizer que possa considerar-se absoluto.

Tudo então é relativamente relativo; sujeito à subjectividade, entenda-se. Julgue-se por exemplo um juízo ajuizado por um ajuizado juíz: é subjectivo, por muito ajuizado que seja o juiz.

Quem pariu a subjectividade? Julgo ter sido o primeiro sujeito, por muito objectivo que fosse. Mas admito juízos diferentes; que se escrevam livros e se encham páginas de juízos ajuizados e distintos.

Hão-de um dia lembrar-se e pintar numa parede quem da subjectividade fez escola e na relatividade encontrou matéria de interesse. E no fim, absolutamente nada terá sido dito que possa considerar-se absoluto.

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