domingo, 24 de agosto de 2008

Ao final da tarde, enquanto o sol se põe, há quem se ponha a pensar nas razões que levam o nariz a arrefecer e nos motivos que levam os cães a manter o deles molhado.

Morder o lábio e procurar conter o cinismo não é desafio, é hábito. Não é criticável, é religioso; como para um monge penitente o arrependimento é habitual. Se assim não fosse, olhar-me-iam como que para um animal.

Straight, no chaser; e sem silicone. Quem não gosta, não come. E quem gosta também não. Antes animal que vegetal e já dizia Voltaire em Lettres de Memmius à Cicéron: “J’ai lu, dans un philosophe, que l’homme le plus grossier est au-dessus du plus ingénieux animal. Je n’en convient point. On achèterait beaucoup plus cher un éléphant qu’une foule d’imbeciles.”.

Não é insulto, é normal. Não é moral, é bestial. Vão-se os polegares mas quem quererá saber dos anéis?

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