quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Nada de modernices; nada de cápsulas. O meu café tem que subir! Não carrego em botões nem faço parte do clube. É para mim um ritual, quase como o de viver alheio a redes sociais neste país vitimista, vítima da excessiva burocracia e asfixiado por políticas de e para gente foleira.

Às vezes vimos à tona para respirar. Às vezes subimos, como o meu café, e enchemos os pulmões de ar que ainda espera ser taxado. Tudo se consome; tudo é taxado; quase todos são comidos e os outros fazem de conta.

A cafeteira não é um tacho. O bóbi da vizinha chama-se lóbi e duas lésbicas já se podem divorciar se houver fome e pelos na cama. Uma Nação, um imposto, uma excepção. É tradição a traição e coçar as partes íntimas em público com a mão.

Sem colher, o açúcar mexe-se com o cabo do garfo. Lamber os dedos é pecado, mas só se forem um solteiro e o outro casado. O café sobe enquanto tudo se afunda e nenhuma cápsula nos pode valer.

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