quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Não estar na moda é irrelevante quando não se sabe onde se está. Não reconhecer ninguém dificilmente faz de alguém um seguidor e dificilmente alguém assim será seguido. Tudo, pouco ou nada importa; eu cá ando perdido.

O corte de cabelo pode ser sempre o mesmo enquanto a barba arranha a indiferença. Os óculos de sol filtram para ambos os lados e o que se passa cá dentro não é claro. Basta lavar bem atrás das orelhas e usar meias do mesmo par.

Cruzar a perna é opcional. Falar línguas é giro. Derreter corações pode ser divertido. Brincar com tudo é infantil. A falta de memória contribui para a honestidade. O pão torrado leva manteiga só de um lado.

O relógio serve para ver o tempo passar. Chegar a horas é uma imposição. Podem ser aceites imposições. Há quem goste de negociar. Eu gosto de posições. O tempo passa e eu passo pelo tempo que me adia constantemente.

1 comentário:

Gilda disse...

Estás assim porque queres! O tempo adia-te? Anula o tempo. Namorar é engraçado, experimentar outras coisas tb o é...? Um dia tudo acaba. Mas melhor que um dia tudo acabar, é o felizmente isso acontecer e a verdade vir sempre ao de cima. Qual memória em ascenção! Vá, beijo*