sábado, 24 de dezembro de 2011

Coração concreto dia amante duro cristal e no céu o laranja complementa o azul que paira sobre o gelo terreno enquanto gotas de água quente batem contra a dura testa que reprova a circulação.

A água que lava da pele os vestígios da experiência faz chorar as paredes e arrasta o tempo enquanto escorre inexoravelmente contrariando os ponteiros do relógio num hemisfério diferente.

A pele seca estala e acorda os vizinhos que preguiçam entre lençóis e almofadas resistindo à invasão de privacidade do obsceno perfume do café.

Num pulso sem punho nem botões aperta-se o relógio no qual pulsam ponteiros que assinalam indiferentes horas que se perdem em minutos diluídos em segundos para no final tudo desaparecer.

Sem comentários: