Dadas à palmatória, são as linhas que traçam o destino daqueles que nelas crêem. Os outros, os insatisfeitos, que crêem diferente, fazem por mudar o que em destino lhes calhou; e até a lâmina lhes serve para mudar na palma as feições e o traçado original das linhas.
Tidas na palma da mão delas dizem não sermos senhores. Mas as outras linhas, aquelas fora da nossa palma mas ao alcance da nossa mão, são vendidas como barreiras em tom de desafio; para que as ultrapassemos, sejam verticais ou horizontais, se em nós morar a verticalidade natural de indivíduos com horizontes largos.
Alinho anuindo. Olho em frente com um sorriso. Marco passo sem desalinhar mas marco pontos, e no fim da linha destroco a meu favor. Estou no bom caminho; independentemente do que dizem as linhas na palma da mão.
