Justificam-se com ideias, teorias incapazes de aplicação, representações fantásticas que se alheiam da realidade e, ainda assim, existem realmente. Dizem-se portas para o mundo que não o é, de sonhos e sensações que não o são. Alguém encontrou no quarto escuro o gato preto que não estava lá? Eu ainda não encontrei o quarto.
Separa-se a qualidade do objecto a que pertence; separa-se a ideia da sua representação; junta-se sal, duas colheres de pseudo e intelectualiza-se q.b.! Insensíveis aqueles que não percebem?! Dir-se-ia que a insensibilidade vai de mão dada com a falta de senso que, sendo bom se e só se for igual ao meu, deseja abraçar a sensibilidade daqueles que, menos obtusos e sem horizontes largos, não vêem o que todos vêem mas sonham sonhos que os demais não percebem.
Informam que enformam matérias brutas sem conteúdo em artefactos de sensibilidade superior e de senso unicamente bom. Impossível não terem Razão.



