Ninguém se pergunta de onde vêm nem para onde vão; talvez apenas se outras hão-de vir. Espreitando pela cortina que não é de ferro, pasma-se com o que do outro lado se plasma, quem vê o que transpira sem querer e sem saber.
Raios! Deste lado nada se plasma e a luz não é muita. Impermeável o pensamento cristalino de que aquelas gotas nunca chegarão ao destino; perder-se-ão pelo caminho sem pedir indicações.
Tudo se passa lá fora. Cá dentro muito é diferente mas pouco transparece. Vá-se lá saber se alguém espreita. Plasme-se.

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