“Que Deus te acompanhe!” é o suficiente para nos apercebermos que é verdadeiramente impossível estar-se um momento sozinho. Bom seria se Ele ajudasse lá por casa; enfim, que abandonasse a confortável e conveniente indiferença que O caracteriza e viesse, de vez em quando, lavar a louça, aspirar o pó ou até mesmo limpar os vidros das janelas. Podia ainda demonstrar alguma gratidão pela devoção incondicional dos mais idosos e ajudá-los a apertar os cordões dos sapatos, descer escadas e fazer-lhes companhia enquanto esperam horas a fio nos centros de saúde.
Nietzsche disse que Deus morreu; eu confesso que não sei. Admito que seja uma entidade suprema, causa de todas as causas, etc., mas, provavelmente, atravessa uma eterna crise de falta de confiança e não acredita nas Suas infinitas capacidades e omnipotência. Penso que Deus é ateu.
Se assim for, porque haveria eu de acreditar Nele? Talvez fosse mais aceitável Ele acreditar em mim ou num pacote de leite, num iPod ou num político português...não, talvez não fosse muito aceitável Deus acreditar num político português...

2 comentários:
meu caro neto és sempre o mesmo.........sempre a duvidar D`Ele
Esta � uma m�xima...ser� Deus ateu... d� que pensar...
Que raio...est� um calor do cara�as e algu�m diz...vai chover...olha, vai tu!!!!
( que far� Deus no meio disto tudo? Deus da Chuva? Deus do Sol??? Pode ser!!!!)
( oh sexta feirinha deprimente)
Enviar um comentário